Nesta semana, a AMME amplia sua atuação com o lançamento de sua linha VET, desenvolvida para atender às necessidades relacionadas à terapêutica canabinoide na medicina veterinária. A iniciativa nasce da percepção de que os animais também fazem parte das famílias e que seus tutores buscam, cada vez mais, alternativas terapêuticas que possam contribuir para o cuidado e a qualidade de vida de seus companheiros.
A utilização de tratamentos à base de cannabis na medicina veterinária vem despertando interesse entre profissionais e tutores, especialmente à medida que o conhecimento sobre os fitocanabinoides e o sistema endocanabinoide dos animais avança. Nesse cenário, a AMME busca oferecer seus tratamentos dentro de uma proposta baseada em responsabilidade, informação e acompanhamento profissional.
O QUE SÃO OS FITOCANABINOIDES?
Os fitocanabinoides são compostos naturalmente encontrados na planta Cannabis. Entre os mais conhecidos estão o CBD, o THC e o CBG, substâncias que vêm sendo estudadas por sua interação com diferentes mecanismos fisiológicos do organismo.
De acordo com artigo publicado na Spring Nature, a terapêutica canabinoide na medicina veterinária deve ser individualizada, considerando as particularidades de cada paciente.
Ainda segundo o estudo, a resposta ao tratamento pode variar de acordo com a espécie, idade, peso, condição clínica, estado geral de saúde, composição e concentração dos fitocanabinoides utilizados, além das características farmacocinéticas e farmacodinâmicas de cada animal.
Outro aspecto importante é a possibilidade de interação com medicamentos utilizados concomitantemente, uma vez que os canabinoides podem compartilhar vias metabólicas com diferentes fármacos, o que reforça a necessidade de uma avaliação criteriosa antes de sua utilização.
Dessa forma, a utilização de tratamentos à base de canabinoides na medicina veterinária deve ser baseada em evidências científicas e na avaliação individual de cada paciente.
A atuação do médico veterinário é fundamental para determinar se essa terapêutica é adequada, considerando os potenciais benefícios, riscos, possíveis interações medicamentosas e as características específicas do animal.
Além disso, o acompanhamento profissional permite avaliar a resposta ao tratamento e realizar eventuais ajustes de acordo com a evolução clínica, contribuindo para uma utilização mais segura e responsável dos fitocanabinoides na prática veterinária.
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O SISTEMA ENDOCANABINÓIDE NOS ANIMAIS
Um dos fundamentos das pesquisas envolvendo cannabis medicinal está no sistema endocanabinoide, um conjunto de receptores e mecanismos presentes no organismo que participam de diferentes processos fisiológicos.
Mesmo com os avanços dos estudos, os dados ainda estão sendo construídos. Desta forma, o uso de tratamentos à base de cannabis deve estar associado a o que a literatura científica está produzindo como em estudos como este aqui.
Um dos principais fundamentos das pesquisas envolvendo a Cannabis medicinal é o sistema endocanabinoide (SEC), uma complexa rede de sinalização presente no organismo e envolvida na regulação de diferentes processos fisiológicos. Esse sistema é constituído, de forma geral, por endocanabinoides, receptores canabinoides e enzimas responsáveis pela síntese, metabolismo e degradação desses compostos. Entre os principais receptores estão os receptores canabinoides do tipo 1 (CB1) e tipo 2 (CB2), além de outros receptores e alvos moleculares que participam da ação dos canabinoides.
Na medicina veterinária, o conhecimento sobre a presença e a distribuição desses receptores em diferentes espécies contribuiu para o desenvolvimento de pesquisas destinadas a compreender como os fitocanabinoides, como o CBD e o THC, podem interagir com o organismo dos animais.
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Entretanto, a existência do sistema endocanabinoide e a capacidade dos fitocanabinoides de interagir com seus componentes não significam, por si só, que todos os tratamentos à base de Cannabis apresentem eficácia terapêutica comprovada ou que possam ser utilizados da mesma maneira em diferentes espécies.
A literatura veterinária ainda apresenta lacunas relacionadas à eficácia clínica, segurança, doses, farmacocinética e efeitos em longo prazo. Revisões recentes reforçam que, apesar dos resultados promissores observados em algumas pesquisas, ainda são necessários estudos clínicos mais robustos para estabelecer com maior segurança as indicações e os protocolos terapêuticos.
VEJA OS BENEFÍCIOS DA LINHA SABORIZADA DESENVOLVIDA PELA AMME
A linha VET da AMME foi desenvolvida pensando especialmente nos animais que fazem parte da rotina e da vida das famílias.
Cães e gatos possuem características fisiológicas próprias e, por isso, não devem ser tratados simplesmente como versões menores dos pacientes humanos. A escolha do tratamento, concentração e posologia precisa considerar as características individuais de cada animal.
O objetivo da linha é oferecer uma alternativa dentro da terapêutica canabinoide veterinária, sempre respeitando a avaliação e a orientação do médico veterinário responsável para o tratamento de problemas como convulsões, dor crônica e inflamações.
Em casos de osteoartrite, de acordo com o estudo “Pharmacokinetics, Safety, and Clinical Efficacy of Cannabidiol Treatment in Osteoarthritic Dogs” o uso de tratamentos como este em cães indicam que o CBD pode contribuir para a redução de sinais associados à dor e melhorar aspectos relacionados à mobilidade e qualidade de vida. Seu uso, entretanto, deve ser considerado como coadjuvante e acompanhado por um médico-veterinário.
O CBD também apresenta potencial no controle de processos relacionados à ansiedade e ao estresse, inclusive quando o problema é relacionado ao desgaste de viagens. Apesar de resultados iniciais promissores, as evidências ainda estão em desenvolvimento e não permitem afirmar eficácia para todos os quadros comportamentais.
Outra área de interesse é a epilepsia. Estudos veterinários sugerem que o CBD pode auxiliar na redução da frequência de convulsões em alguns animais, especialmente como terapia complementar, sempre com acompanhamento e ajuste individualizado pelo veterinário.
Os possíveis benefícios estão relacionados à interação dos canabinoides com o sistema endocanabinoide, que participa da regulação de processos como dor, inflamação, resposta ao estresse, apetite e equilíbrio fisiológico.
É importante destacar que CBD e THC não são equivalentes. O THC possui maior potencial psicoativo e pode provocar sinais de intoxicação em animais, por isso tratamentos destinados ao uso veterinário devem apresentar composição e concentração conhecidas.
Apesar do potencial terapêutico, a literatura científica veterinária ainda está em expansão. Dessa forma, tratamentos canábicos para animais devem ser apresentados como recursos complementares, sem promessas de cura ou substituição de tratamentos convencionais.
Por fim, importante salientar que essa linha que não contém óleo de peixe para o animal de pequeno porte.
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CANABIDIOL PARA CÃES: ENTENDA MELHOR A RELAÇÃO CÃO X DOSAGEM
A literatura científica utiliza principalmente doses calculadas em mg de CBD por kg de peso corporal (mg/kg), e os protocolos variam conforme a espécie, condição clínica e formulação. Em cães, segundo o estudo “Pharmacokinetics, Safety, and Clinical Efficacy of Cannabidiol Treatment in Osteoarthritic Dogs” avaliaram, por exemplo, 2 mg/kg a cada 12 horas para osteoartrite.
Além disso, de acordo com o estudo “Randomized blinded controlled clinical trial to assess the effect of oral cannabidiol administration in addition to conventional antiepileptic treatment on seizure frequency in dogs with intractable idiopathic epilepsy”, indica que 2,5 mg/kg a cada 12 horas é eficiente para tratamento contra epilepsia.
Ademais, tratamentos canabinoides são eficientes para tratamento de problemas relacionados a comportamento tal como ansiedade, estresse, entre outros
Outros trabalhos utilizaram doses diferentes, reforçando que não existe uma dose universal para todos os animais.
Inclusive, como exemplo, no livro Cannabis Medicinal Para Cães e Gatos, do Doutor Tarcísio Alves, aponta que os cães da raça Border Collie e Poodle são mais suscetíveis aos efeitos do CBD por causa do número elevado de células gliais presentes no seu Sistema Nervoso Central (SNC).
Outro ponto curioso segundo o livro é que, cães com QI elevado possuem uma necessidade posológica menor comparados a aqueles que têm menos quantidades de tecido glial, já que possuem o sistema endocanabinoide mais otimizado.
Além disso, alguns estudos relatam alterações em parâmetros laboratoriais e efeitos adversos durante o uso de CBD, reforçando a importância do acompanhamento profissional.
Dessa maneira, as doses descritas na literatura devem ser compreendidas como protocolos investigados em estudos científicos específicos, e não como uma prescrição para uso doméstico.
Assim, a relação entre cão e dosagem de canabidiol, ou seja, tratamentos como este da AMME deve ser analisada de forma individualizada. A escolha da formulação, da dose, do intervalo entre as administrações e da duração do tratamento deve considerar as evidências disponíveis para cada condição clínica e as particularidades de cada paciente.
CANABIDIOL PARA GATOS: ENTENDA MELHOR A RELAÇÃO GATOS X DOSAGEM
Um estudo farmacocinético publicado em 2023 avaliou oito gatos saudáveis submetidos a doses orais únicas crescentes de CBD de 2, 5, 15, 10, 20, 40 e 80 mg/kg.
O objetivo principal foi avaliar farmacocinética e tolerabilidade, e não estabelecer uma dose terapêutica para uma doença específica.
Portanto, o estudo, assim como ocorre em outros, não estabelece uma dose terapêutica universal para a espécie.
O peso é apenas um dos fatores considerados na definição da dose. Espécie, condição clínica, concentração, composição dos canabinoides, medicamentos em uso e resposta individual também precisam ser avaliados.
Por isso, a dose e a frequência de administração devem ser determinadas pelo médico-veterinário responsável, que poderá realizar ajustes conforme a resposta do animal.
Outro aspecto relevante é que a administração de doses muito elevadas observadas em estudos experimentais não significa que essas doses devam ser utilizadas na prática clínica.
O objetivo de estudos de dose crescente é justamente compreender a relação entre quantidade administrada, concentração no organismo e tolerabilidade, fornecendo informações que possam orientar futuras investigações clínicas.
A extrapolação de doses utilizadas em cães ou em estudos experimentais para gatos também deve ser evitada, uma vez que diferenças entre espécies podem alterar a absorção, o metabolismo e a resposta aos fitocanabinoides.
Inclusive, sobre esse ponto, é já de conhecimento comum dos veterinários a dificuldade de enzimas hepáticas, as responsáveis por metabolizar vários fármacos, inclusive os fitocanábicos.
Dessa forma, a utilização de CBD em gatos deve ser considerada de maneira individualizada e fundamentada nas evidências disponíveis para cada situação.
A escolha da formulação, da dose e do intervalo de administração deve ser realizada pelo médico-veterinário, levando em consideração a condição clínica do paciente, os medicamentos utilizados e os potenciais benefícios e riscos da terapêutica.
ASSOCIAÇÃO CBD RECIFE: QUALIDADE QUE COMEÇA NA ORIGEM
O compromisso da AMME com a qualidade está relacionado a todas as etapas da cadeia produtiva.
Entre os diferenciais apresentados pela associação estão a produção interna, a rastreabilidade da cadeia produtiva e o controle das etapas que envolvem a obtenção e o resultado final.
A experiência construída pela AMME ao longo de sua atuação na terapêutica canabinoide também contribui para o desenvolvimento de uma linha voltada ao cuidado animal, mantendo como princípios a responsabilidade, a transparência e o acompanhamento profissional.
Um dos principais pontos da terapêutica canabinoide veterinária é compreender que não existe uma única estratégia que possa ser aplicada indistintamente a todos os animais.
Por essa razão, este material não estabelece uma tabela universal de dosagem por peso. A concentração, quantidade e frequência de utilização devem ser definidas pelo médico veterinário a partir da avaliação individual do animal e das características específicas do tratamento.
O tutor também não deve realizar alterações de quantidade ou frequência por conta própria, sendo necessário o acompanhamento de um médico veterinário.
AMME VET
Mais do que uma nova linha de tratamentos, os tratamentos VET e saborizada para pequeno porte representam a expansão de uma experiência construída pela AMME em torno do acolhimento, da informação e da busca por alternativas terapêuticas.
Material informativo. A indicação, prescrição, concentração e posologia devem ser determinadas pelo profissional habilitado responsável pelo acompanhamento do animal